Fim da 6×1 entra na Constituição | SINGUESP celebra conquista e destaca luta por jornadas menores
O fim da escala 6×1 passou da votação à Constituição nesta sexta, 16 de outubro, com a promulgação da Emenda Constitucional nº 141/2026, originada da PEC 221/2019. O SINGUESP (Sindicato dos Guincheiros Removedores de Veículos do Estado de São Paulo) celebra a mudança, que estabelece dois dias de descanso semanal remunerado e reduz o limite da jornada para 40 horas, sem corte salarial, após o período de transição. A conquista abre uma nova etapa: a aplicação das regras nas empresas.
Para quem trabalha no atendimento a veículos nas ruas e rodovias, o descanso tem relação direta com as condições de exercício da profissão. Conduzir um guincho, operar equipamentos e executar uma remoção exigem atenção e responsabilidade. Na posição defendida pelo Sindicato, o debate sobre jornada precisa considerar essa rotina e o direito de voltar para casa com tempo disponível para a família, os estudos e os cuidados pessoais.
UMA PAUTA COM HISTÓRIA NA CATEGORIA
A defesa de jornadas menores tem antecedentes concretos na atuação do SINGUESP. Em novembro de 2010, por exemplo, conquistamos a redução da carga diária de 12 para oito horas, além de reajuste salarial e benefícios. O tempo de trabalho já integra as reivindicações da categoria muito antes da votação nacional sobre a escala 6×1.
O histórico ajuda a compreender o significado da conquista atual. A organização do atendimento e a continuidade dos serviços precisam incorporar o direito ao descanso. Para o Sindicato, cabe às empresas planejar equipes e distribuir jornadas com respeito aos limites legais. A necessidade de manter uma operação em funcionamento deve ser tratada como responsabilidade de gestão, com condições adequadas aos profissionais responsáveis pelo serviço.
DECISÃO POLÍTICA
A proposta contou com apoio do Governo Federal e de parlamentares de diferentes partidos. No Senado, foram 75 votos favoráveis e apenas um contrário em cada turno. O resultado reuniu articulação institucional e mobilização social em torno de uma reivindicação trabalhista. A redução da jornada ganhou espaço na agenda pública e alcançou a maioria necessária para alterar a Constituição.
A votação ocorreu às vésperas do segundo turno presidencial e evidencia o grande espaço da importância das relações de trabalho na agenda política nacional. Até o dia 25 de outubro, temos oportunidades valiosas para refletir sobre a necessidade de escolher um representante que demonstre compromisso real com a defesa e a ampliação dos direitos trabalhistas.
Avaliar o apoio das lideranças a pautas que buscam garantir dignidade e equilibrar a jornada de trabalho é um passo fundamental para um voto consciente e focado na proteção de quem constrói o País diariamente.
DA CONSTITUIÇÃO À ESCALA DE SERVIÇO
É nessa passagem que a representação sindical terá atuação decisiva. O acompanhamento das mudanças exige análise das jornadas, das folgas e dos acordos de cada empresa. Também será necessário esclarecer os trabalhadores sobre prazos e efeitos da nova norma. Para o SINGUESP, celebrar a conquista significa assumir a responsabilidade de acompanhar sua aplicação, com negociação coletiva e participação da categoria.
“A redução da jornada faz parte da história de luta do Sindicato. Sabemos o que significa conquistar horas de descanso numa profissão que exige tanta responsabilidade. Celebramos esse avanço e defendemos sua aplicação com respeito ao salário, às folgas e às condições de trabalho. A presença do Sindicato será fundamental nessa etapa, ao lado dos Guincheiros”, afirma Francisco José Pereira da Silva (Chicão), presidente do SINGUESP e secretário executivo da União Geral dos Trabalhadores (UGT).
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